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quinta-feira, janeiro 08, 2009

Um pouco de Devaneio, sim? II




Eu simplesmente estava lá... Ele olhou para mim e sorriu! Haveria de ser ele, e eu não sabia o por quê.... Pegou na minha mão, que até então estava gélida e trêmula... As reações humanas podem parecer estranhas em determinados momentos... Meu coração parecia querer saltar de dentro do meu corpo!
Eu não conseguia falar nada, só o observava com meus olhos curiosos... Haveria de ser ele? -Pensei. O que ele quer comigo?- Indaguei mais uma vez.
Sabe quando você quer várias respostas para uma única pergunta? Foi o que aconteceu...
No entanto, tudo que eu tinha naquele instante era várias perguntas e nenhuma resposta... Ele se aproximou mais do meu corpo, e abraçou-me... Notei que não era apenas o meu coração que queria pular do corpo, o dele estava num ritmo tão acelerado quanto o meu! Nesse instante eu já me encontrava inconsciente, foi como esquecer do mundo, não havia mais perguntas, ou qualquer outra coisa...
Tudo que existia naquele momento, nós... nós...


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Tão abstrata é a idéia do teu ser
Que me vem de te olhar, que, ao entreter
Os meus olhos nos teus, perco-os de vista
E nada fica em meu olhar, e dista
Teu corpo do meu ver tão longemente,
E a idéia do teu ser fica tão rente
Ao meu pensar olhar-te, e ao saber-me
Sabendo que tu és, que, só por ter-me
Consciente de ti, nem a mim sinto.
E assim neste ignorar-me a ver-te, minto
A ilusão da sensação, e sonho,
Não te vendo, nem vendo, nem sabendo
Que te vejo, ou sequer que sou, risonho
Do interior crepúsculo tristonho
Em que sinto que sonho o que me sinto sendo.
( Fernando Pessoa)


Triana Mirella