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segunda-feira, março 02, 2009

666 - A besta


POR: Daniel Borja =D


Encolhida no canto ela espia o aposento
fechado onde acaba de chegar da rua
subiu uma névoa, um aroma nojento
que faz do quarto o palco onde atua.


Que vontade de dar no pé - pensou -
e sair correndo ver o mundo lá fora
se levantar a vista dá pra ver onde vou
mas pra isso acontecer sempre demora.


A besta sempre a bota num canto menor
assim não verão seus maltratos quando sair
no seu claustro estará em tortura pior
melhor só seu calabouço pra dormir.


- Meia, meia, meia...


(não é poesia satânica. É a singela história de uma meia)