Total de visualizações de página

Seguidores

quinta-feira, abril 30, 2009

Hoje faz um Mês


No dia 30 de março eu fui visitar meu avô no hospital. Ele se encontrava no 3º andar, na U.T.I! Calma! Eu explico. Ele tava na U.T.I apenas para ficar em observação, graças a Deus o caso dele não era tão sério quanto pensávamos... Bem, o que não deixa de ser preocupante, pois quando se fala em coração, já sabe né?

Ele precisava fazer um cateterismo.


Lá íamos nós duas no elevador, eu e minha tia Carmem rumo ao terceiro andar... Aqueles corredores, aquele cheiro de hospital, que por algumas vezes tive a impressão de estar sentindo o cheiro de cabelo de boneca nova, nossa! Minha curiosidade por sua vez falava mais alto do que meu olfato. Como seria estar na U.T.I ? Eu nunca entrei em uma, e confesso, espero não ter que voltar mais.

Só tínhamos 15 minutos cada uma, sendo que a visita podia durar apenas meia hora.
Pessoas apreensivas esperavam na porta para entrar, queriam assim como eu e minha tia, ver seus familiares. Antes de tudo minha tia falou: ó, não vai chorar!

Entrei primeiro, lá estava ele no primeiro leito, dormindo como se estivesse no aconchego de casa, mas não, não, na casa do meu avô não há aquele monte de aparelhos monitorando batimentos, respiração, enfim... Não havia aquele barulhinho de bip bip...
Nem havia pessoas chorando, quase querendo gritar: eu quero ir embora, não se sabe ao certo para onde, mas eu senti que elas só queriam sair dali!

Tentei não olhar para os outros leitos. Acordei meu avô: - Vô! – repeti umas três vezes.
Ele olhou para mim, e eu disse: - o Sr. Ainda Sentiu alguma dor? Ele disse que não. Ufa! Que bom! Pensei.

Comecei a conversar com ele sobre os seus cachorros e gatos... Disse a ele que não se preocupasse, pois Jhonny (cunhado) estava cuidando... Bem, a U.T.I não é o lugar mais adequado para uma conversa entre avô e neta, acredite! Ainda mais quando se ouve choros, gemidos e sussurros de pessoas doentes... Nossa! Fiquei com um bolinho na garganta, com vontade de chorar! (triste).

Mas, me segurei. Precisava.
Pedi a benção e disse: - esperamos o Sr. em casa, se Deus quiser o Sr. Vai sair logo daqui.

Ele disse: - Deus abençoe! Apertando a minha mão. Se Deus quiser! – prosseguiu.

terça-feira, abril 14, 2009

Os bons ventos sopraram...







Ah... Quanto tempo ela esperou por isso...
Deus atendeu as orações dela. Aliás, Ele sempre atende quando é de sua vontade. Sim, Ele é fiel!





O que havia nas palavras de um espectro ?








Havia felicidade, compaixão, agradecimento, realização, fé, amor, misericórdia, e, sinceridade, como sempre foi esperado por ela...




- Ele está ótimo! – Pensou.
Ela sorriu! Um riso composto por lágrimas e algum outro sentimento que não pôde precisar.
Mas, não importa. Tudo que importa é que ele tá bem!




Pedidos de perdão, desculpas, preencheram as palavras dele, como se preenche de flores um jardim.

E que belo jardim!...



Ela pôde sentir o perfume das flores como nunca tinha sentido antes...



-Eu precisava falar com você. – disse ele. (E falou tudo que ela queria e precisava ouvir).
- Eu tenho que dizer Adeus! – ele continuou.
- Eu não acredito em Adeus! – ela falou.


O que seria um Adeus?


Ela nunca conseguiu dizer um Adeus para ninguém, nem mesmo para aqueles que já passaram deste plano para outro...
Eles continuam aqui... bem aqui... No meu coração, na minha mente.
Ela prosseguiu: ele continua aqui.


Então: o que é esta coisa chamada de ‘Adeus’? Desculpe! Ela desconhece. No dicionário adeus quer dizer: tchau, até logo, até breve... Algumas pessoas classificam de “Até nunca mais” O que é um nunca mais? Ela não sabe.

- Seja feliz! Seja feliz!
Eu sou. Eu sou.
- Ame! Ame! Ame muito!
Eu amo! Eu amo! Amo...

- Adeus? “A – DEUS – COMO – EU – O – AMO!”
“Não sei amar com metade do coração...” ASS: Tina